Novidades do Mbox Viewer 2.8.2: a mesclagem de caixas, refeita
A versão 2.8.2 para Mac e Windows é toda sobre mesclar caixas de correio: as exportações do Apple Mail voltam a ser rastreáveis, a mesclagem finalmente conta o que está fazendo e a barra de ferramentas se explica sozinha. Continua somente leitura.
David Carrero ·
O Mbox Viewer 2.8.2 tem um único tema: mesclar caixas de correio. Ele saiu de um retorno longo e bem específico de quem mescla arquivos de e-mail no dia a dia — e, ponto a ponto, essa pessoa tinha razão. O app do Mac (build 43) leva os oito pontos; o do Windows, os cinco que se aplicam a ele — um deles já estava resolvido lá desde a 2.7.1, então nesse ponto é o Mac que está correndo atrás. O do Mac saiu na Mac App Store em 7 de agosto e o do Windows na Microsoft Store em 8: os dois já estão no ar.
Como sempre, o app é somente leitura. A mesclagem grava uma caixa nova e nunca toca nos arquivos que você fornece.
As exportações do Apple Mail voltam a ser rastreáveis
A mesclagem tem uma opção que marca cada mensagem com a caixa de onde ela veio, usando o cabeçalho X-Mbox-Source. É a resposta à preocupação óbvia: se eu juntar dez arquivos, perco a noção do que veio de onde?
Com as exportações do Apple Mail, perdia. “Exportar caixa de correio…” não cria um arquivo chamado Inbox.mbox: cria uma pasta chamada Inbox.mbox com um arquivo dentro chamado, literalmente, mbox. É esse arquivo interno que é lido, então todas as mensagens de todas as caixas exportadas acabavam marcadas com X-Mbox-Source: mbox. O cabeçalho estava lá; só não dizia nada.
Agora as mensagens mescladas levam o nome que você reconhece — Inbox.mbox, Sent.mbox — e duas caixas que ficariam com o mesmo nome são diferenciadas pela pasta acima delas: Trabalho/Inbox.mbox e Pessoal/Inbox.mbox. Essa correção está no motor compartilhado, então os dois apps se comportam exatamente igual.
Mesclar sem abrir uma caixa antes (Mac)
No Mac, a mesclagem morava dentro da janela de um documento, o que impunha uma dança estranha: abrir uma caixa, escolher Mesclar e então adicionar à mão essa mesma caixa à lista antes de poder adicionar a segunda. Você tinha que começar por um arquivo que talvez nem interessasse.
Agora é uma ação do aplicativo, com janela própria: Arquivo → Mesclar arquivos MBOX… e um botão na tela de boas-vindas, sem nada aberto. E se você já tiver uma caixa aberta, ela aparece de saída na lista. No Windows isso funciona desde a 2.7.1 pelo menu de configurações, caixa aberta incluída — aqui quem estava atrasado era o Mac.
Saber o que a mesclagem está fazendo
Os dois apps ficavam calados justo quando você mais queria um sinal de vida. Cada um resolveu do jeito que precisava.
No Mac, a janela inteira foi refeita: a lista rola em vez de esticar a janela para além da borda inferior da tela, cada caixa mostra seu tamanho com um total (2 caixas · 257 MB), dá para soltar arquivos nela, e exibe progresso real — Mesclando 2 de 5 — Inbox.mbox. Ao terminar, conta como foi no seu idioma (antes reportava em inglês de qualquer jeito) e troca os botões por Mostrar no Finder, Abrir caixa mesclada e Fechar. Antes não havia uma saída clara.
No Windows, a barra de progresso era indeterminada e com texto fixo, embora o motor informasse o avanço o tempo todo. Agora ela nomeia cada caixa — Combinando 2 de 5: Inbox.mbox, o mesmo nome gravado no cabeçalho — e, ao terminar, a barra de status mostra o caminho completo do arquivo mesclado. Antes você só via o nome na aba.
Detalhes que somavam
O resto da revisão foi em detalhes que custavam alguns segundos, repetidamente:
- Dois botões da barra no Mac eram idênticos. O encadeamento de conversas e os filtros de busca dividiam o ícone; o encadeamento usa agora os balões que o Mail usa para a mesma coisa.
- Dicas de tela. No Mac, os seis botões de visualização só com ícone — Texto, Cabeçalhos completos, Propriedades, MIME, Bruto, Hex — só se decifravam pelo menu Visualizar; agora se identificam ao passar o mouse, com atalho: “Cabeçalhos completos (⌘2)”. No Windows, quinze controles não tinham explicação alguma — a caixa de busca, o menu de ordenação, os botões da tela de boas-vindas, as abas do visualizador, os botões de cada anexo — e Exportar e Imprimir mostram o seu (Ctrl+E / Ctrl+P).
- Cliques que não faziam nada. No Mac, os itens de menu que precisam de uma caixa aberta ficam esmaecidos em vez de engolirem o clique em silêncio. No Windows, o mesmo para “Reparar caixa” e “Exportar cópia reparada” no menu de configurações — Combinar continua disponível, porque funciona de todo jeito.
- A Ajuda do Windows agora explica a mesclagem, numa seção nova: o que faz “Remover duplicados”, o que a caixa de seleção
X-Mbox-Sourcegrava e como ver esse cabeçalho em uma mensagem.
A mesma correção, na origem
O Mbox Viewer se apoia no mboxShell, a ferramenta de terminal de código aberto no coração do app. O bug dos nomes do Apple Mail também estava lá, e o mboxShell 0.6.2 corrige do mesmo jeito — é esse o motor que o app de Windows leva agora. De quebra, uma correção de documentação útil para quem usa a linha de comando: merge desduplica por padrão e a opção real é --no-dedup. O --dedup que a documentação descrevia nunca existiu.
Como obter
A 2.8.2 já está na Mac App Store e na Microsoft Store, onde chega como uma atualização normal. E, se você preferir ler a lista completa antes, ela está no changelog.
Abra seu arquivo com o Mbox Viewer
App nativo para Mac e Windows. Processa arquivos MBOX e EML de qualquer tamanho, totalmente offline.